quinta-feira, 17 de maio de 2012

Os bancos privados subiram algumas das tarifas de serviços mais usados pelos consumidores após anunciar as reduções nas taxas de juros para empréstimos


Banco privado eleva tarifa após cortar juro
Medida é vista como forma de compensar a redução das taxas de empréstimos liderada pelas instituições públicas. Tarifas como a do cheque de viagem dobraram; entidade que representa bancos não se pronuncia.
Os bancos privados subiram algumas das tarifas de serviços mais usados pelos consumidores após anunciar as reduções nas taxas de juros para empréstimos.
Levantamento feito com dados do Banco Central comparando dados de 2 de abril e de 14 deste mês, após os cortes nos juros, mostra que as tarifas cobradas para saques de conta-corrente e poupança (feitos no guichê além do mínimo permitido gratuitamente) subiram 11,88%.
Os extratos mensais feitos no caixa ou por outras formas de atendimento pessoal tiveram alta de 14,21%, na média.
A tarifa que mais aumentou foi a cobrada para venda de cheque de viagem ou emissão de cartão pré-pago em moeda estrangeira. O valor dobrou: passou de R$ 21,2 para R$ 42,67.
Somando todas as tarifas, a alta média foi de 1,56%.
Segundo a Pro Teste, os bancos condicionam a oferta dos juros menores no crédito à adesão a um pacote com tarifas mais elevadas.
"A diferença de tarifa mensal no empréstimo pode dar um valor expressivo, em alguns casos até tornar o empréstimo mais caro do que nas condições anteriores", aponta Verônica Dutt-Ross, economista da associação.
A Pro Teste diz que o reajuste em serviços muito utilizados pelos clientes é suficiente para gerar aumento de receita considerável.
OUTRO LADO -- A Febraban não se pronunciou ontem. Estudo da entidade mostra que, no ano passado, quase todas as tarifas sofreram reajuste médio abaixo da inflação, de 6,5%.
O Santander diz que não alterou as tarifas de seus produtos e que informa previamente ao cliente qualquer mudança. HSBC, Itaú e Bradesco não comentaram.(Folha)

Inadimplência aumenta 23,7% em um ano, aponta Serasa
A inadimplência do consumidor aumentou 4,8% em abril na comparação com março, a maior alta para o mês em dez anos, de acordo com a Serasa Experian. Já na relação com o mesmo período do ano passado, o indicador de atraso no pagamento das contas medido pela empresa subiu 23,7%. No quadrimestre, o crescimento foi de 19,6%.
Esse forte aumento da inadimplência do consumidor mostra que as dificuldades de honrar as despesas de início de ano, aliadas ao endividamento crescente, se estenderam para além do mês de março, considerado o mais crítico do ano, avalia a Serasa.
De acordo com a empresa, foi a inadimplência não bancária (cartões de crédito, financeiras, lojas em geral e prestadoras de serviços como telefonia e fornecimento de energia elétrica e água) que puxou a alta do índice em abril, com variação de 8,8%. Foi a maior contribuição – 3,5 pontos percentuais - para o aumento de 4,8% do índice em abril ante março. As dívidas com os bancos também mostraram crescimento, de 4,3% (2,1 pontos percentuais).
Já os títulos protestados e os cheques sem fundos contribuíram para que o indicador de inadimplência do consumidor não subisse mais, com queda de 13,7% e 7,4%, respectivamente.
O valor médio das dívidas aumentou de janeiro a abril de 2012. As dívidas não bancárias cresceram 23,8%, os cheques sem fundos subiram 12%, assim como os títulos protestados e as dívidas com os bancos, que aumentaram 8,8% e 0,1%, respectivamente. (Valor)

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